A francesa JCDecaux, uma das maiores empresas do mundo em publicidade out-of-home (OOH, aquela que se vê nas ruas), já ocupa espaços que vão do aeroporto de Guarulhos aos abrigos de ônibus de regiões como a Zona Oeste do Rio. Mas faltava o que a CEO do negócio no Brasil, Ana Célia Biondi, chama de “cereja do bolo”.
— A Zona Sul do Rio nos fazia falta, com uma paisagem maravilhosa que é um dos principais cartões-postais do país e que faria todo o sentido no nosso inventário. Afinal, o Rio é o segundo maior mercado publicitário do Brasil - explica.
Não falta mais. A companhia começou a instalar, nesta semana, 225 painéis publicitários digitais junto a estações da Bike Rio por toda a cidade — inclusive na orla da Zona Sul. A empresa pagou um R$ 203 milhões para estar ali, levando um dos lotes do leilão de mobiliário urbano realizado pela prefeitura em outubro passado. O ágio oferecido pela JCDecaux foi de 153%.
(A rival Eletromidia, controlada pela Globo, arrematou outros dois lotes, pagando R$ 888 milhões para explorar a publicidade OOH em abrigos de ônibus e relógios digitais em toda a cidade. A companhia assumirá os ativos no fim de 2026, absorvendo inclusive a área hoje explorada pela JCDecaux. Depois disso, a francesa ficará exclusivamente com os painéis das
estações da Bike Rio).
Dono aprovou o desenho
O contrato é de 20 anos, e a operação pode chegar a 400 Mupis (Mobiliário Urbano para Propaganda e Informação). Como eles estão associados às estações de bicicleta, a empresa pode escolher onde instalá-los. E são ativos concentrados em áreas premium.
A expectativa da JCDecaux é concluir a instalação dos painéis entre outubro e novembro. De acordo com Ana Célia Biondi, todos os equipamentos serão digitais e vão integrar dados para quantificar e qualificar a audiência:
— A publicidade digital já representa mais da metade das nossas receitas.
O design também foi desenvolvido exclusivamente para o contrato do Rio.
— Eu queria um mobiliário que fosse branco, com cara de praia e sol, feito de material reciclado e reciclável. E o próprio Jean-Charles Decaux (CEO global e filho do fundador da empresa) entrou na história e deu a aprovação final para o mobiliário — explica a executiva, acrescentando que a companhia também precisou obter licenciamento para parte importante dos espaços.
— Cerca de 130 dos mobiliários ficarão em locais com algum tipo de proteção ou tombamento. Mas estamos acostumados, por causa da nossa expertise na Europa.
Leia a entrevista no site do oGlobo: https://oglobo.globo.com/blogs/capital/post/2025/08/zona-sul-do-rio-era-a-cereja-que-faltava-no-nosso-bolo-diz-ceo-da-jcdecaux.ghtml