A imprevisibilidade foi, sem dúvida, uma das palavras-chave de 2020, o ano da pandemia do coronavírus, uma das maiores dos últimos tempos, e de acontecimentos históricos, como os movimentos anti-racismo e a eleição dos Estados Unidos. Diante desse contexto, parece quase impossível falar em previsões para 2021. Mas, um estudo desenvolvido a partir das curadorias globais da GoAd Media em festivais de inovação, além de entrevistas realizadas com mais de 85 líderes de marketing e negócios entre julho e outubro de 2020, mostra que é justamente o cenário instável e incerto que tem muito a ensinar e a preparar as as marcas para o próximo ano.

No último dia 4, Dia Mundial da Publicidade, esse relatório, que origem ao projeto Marketing Insights 2021, foi compartilhado com o mercado em evento exclusivo elaborado virtualmente pela JCDecaux Brasil.
É parte da nossa missão, enquanto OOH Thinkers, dividir tendências globais e estar ao lado dos nossos clientes e parceiros de agências proporcionando insights tão ricos. Heitor PontesDiretor Marketing e Comercial JCDecaux
Um dos primeiros tópicos abordados foi a importância da transformação das marcas para 2021, classificado pelo estudo como o “ano da reconstrução”. 
A transformação digital, que foi acelerada pela pandemia, na verdade, precisará ser mais ampla. É necessário haver também uma mudança cultural, pois é com essa transformação que as empresas vão conseguir se conectar com as pessoas. A nossa curadoria identificou a importância de se criar áreas dentro das marcas que sejam capazes de identificar com agilidade as necessidade de mudança e de adaptação. José SaadHead de Insights da GoAd Media

Em seguida, foram apresentados cases globais para ilustrar cada um dos assuntos. Entre eles, a campanha Not Just A Cadbury Ad, da marca britânica de chocolates Cadbury, produzida na Índia, que tem como foco o apoio ao comércio local, setor afetado pela crise da Covid-19. Segundo Saad, o vídeo é um exemplo do entendimento de responsabilidade da marca pelo ecossistema ao qual ela faz parte.

Outras campanha marcantes, que representam prioridades para o marketing em 2021, são a The Choice, da P&G, que traz uma série de vídeos instigantes sobre preconceito e racismo, fazendo um convite a todas as pessoas se tornarem aliadas e ativistas para acabar com a desigualdade racial, e a True Name, da Mastercard na Inglaterra, estrelada por pessoas transgêneras.
O ano de 2021 vai exigir das marcas mais consciência, coragem e atitudes políticas de forma genuína. A ideia é sair de uma postura reativa para adaptativa, assumindo riscos. José SaadHead de Insights da GoAd Media

Inovação, transparência e experiência do cliente…

O estudo destacou que em 2021 as experiências físicas também serão digitais na medida em que as conexões acontecem por telas. Nesse sentido, o digital OOH terá um papel estratégico ao trabalhar segmentação de audiência e integração com mobile, passeando entre o físico e digital. 
A aposta será na jornada híbrida, integrando esses dois campos, resultando em uma maior e mais inteligente oferta de mídia José SaadHead de Insights da GoAd Media
A inovação e a criatividade também não poderiam ficar de fora da pauta. Dentro desses temas, ele destaca o amadurecimento dos projetos de branded content, com as marcas cada vez mais próximas dos produtores de conteúdo, levando a uma comunicação mais sensível, relevante e em contexto seguro, à prova de fake news, baseado em dados.

Além disso, o relatório prevê que, em 2021, tanto internet das coisas quanto inteligência artificial se unem e trabalham mais juntas a partir da implementação do 5G. O design se firma como uma disciplina estratégica no desenvolvimento de experiências do consumidor. Para exemplificar, foi mostrado o case Perso, da L’Oréal USA , que mostra o produto como protagonista e a importância do marketing de interfaces. Trata-se de um dispositivo de beleza criado a partir de sistema de inteligência artificial, capaz de desenvolver fórmulas personalizadas e fazer diagnósticos da pele, previsto para chegar ao mercado no próximo ano.
Em 2021, o marketing se reconstrói a partir de uma necessidade de reconstrução que vem das próprias marcas, regenerando o papel que se tem para um ambiente digitalizado e físico. Tudo isso em um contexto de marketing circular, que renova, que recicla, que entende o seu papel na geração de uma sociedade mais saudável. José Saad

Mídia OOH: maior conexão e eficiência em 2021

Quando o assunto é out-of-home, o próximo ano promete unir ainda mais inteligência de dados, estratégias, agilidade e criatividade ao contar histórias. Segundo os insights e percepções dos principais CMOs e dirigentes das maiores empresas do mundo, em 2021, os anunciantes irão buscar uma gestão de mídia mais inteligente e parceiros que atuem de forma estratégica, com uma visão global dos negócios. Nesse sentido, a JCDecaux, líder em OOH no Brasil e no mundo, já se antecipou ao lançar recentemente a parceria com a VIOOH, uma uma plataforma independente de planejamento, otimização e negociação da compra de OOH. Para o ano que vem, também está prevista a implementação da segunda fase do Mapa OOH (o sistema específico e mais avançado de métricas e dados de out-of-home).

Outro destaque da JCDecaux, alinhado ao que foi apresentado, é com relação à mudança no modelo de venda e na estrutura comercial em 2020. As vendas já acontecem por impactos, como um pacote de soluções estratégicas para as marcas e anunciantes. As tendências também mostram que o próximo ano será de maior virtualização da experiência do cliente, integrando ambientes físicos e digitais ao longo das jornadas de consumo. Algo que a JCDecaux e seu time de inovadores, os OOH Thinkers, já desenvolvem, como recursos de realidade aumentada e interações do digital Out Of Home com mobile.

Os anunciantes apostam em novos modelos de mobilidade e na ressignificação das marcas, acompanhando a jornada do consumidor. Sem dúvida, o OOH será a mídia que vai oferecer a melhor entrega para impactar pessoas em diferentes espaços, em diferentes momentos da sua jornada, e com ações de efeitos positivos reais, pela sua capacidade de contar histórias em contextos certos.
 

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